Hoje acordei e pensei em ti. Foste o meu último pensamento ao adormecer e o primeiro ao acordar. E o dia amanheceu quente e cheio de luz, porque cheio de calor e luz ficou o meu coração com a certeza do teu amor. As flores das amendoeiras floriram em todo o seu esplendor e o vento soprou brisas suaves quais beijos depositados no meu rosto pela tua doce boca. Vivi silêncios de emoção e ternuras de sentir-te perto, embora ausente, vibrei com os sons do nosso amor anunciado, vivido e tão sonhado. Vou agora adormecer e levo-te comigo no pensamento.
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
Respeito - uma palavra em extinção
Filipa não consegue trabalhar. A sua vida escorrega-lhe pelos dedos e o seu ninho de felicidade escapa-lhe agora entre os dedos. São tantas as histórias que conheço como a da Filipa. Há dias partilhou comigo a sua aflição e com ela tenho vivido momentos de angustia. Teve um primeiro casamento falhado, um amor sonhado e vivido a dois e depois o companheiro começou a sair sem ela. No início ela não se importou, era só uma saída para ir beber café, ou uma saída por outro qualquer motivo também muito bem justificado, depois passou a ser estar de serviço sem estar. Depois tornou-se um hábito e um vício sair sem ela. Depois foi foram os vícios do Tunning e ele sem emprego fixo a gastar o que tinha e não tinha no Tunning, e outras coisas que eu não soube mas facilmente adivinharei. Não houve filhos. Depois, cereja no topo do bolo, depois de a deixar dias, noites a chorar e de a ver deprimida e triste, resolveu envolver-se com outra pessoa e terminou a relação. O sonho da Filipa ruiu. Quando a esperança lhe fugia conheceu outra pessoa, em tudo diferente e o sonho voltou a fazer parte da sua vida, novo casamento. Viveu um conto de fadas e planearam um filho. Viveram a gravidez plenos de felicidade. O bebé tem agora poucos meses e Filipa vê o seu sonho a escorregar-lhe por entre os dedos. De repente o seu companheiro começou a interessar-se por outras coisas e a querer fazer outras coisas. Voltou a repetir-se o cenário anterior. Ele agora saiu para parte incerta, disse-lhe que ia estar fora por um motivo de trabalho e ela já descobriu que é mentira. Tem agora o filho de poucos meses em casa a precisar dela e ela está desfeita. São tantas as histórias que eu conheço como a da Filipa. Onde está o respeito pela outra pessoa, a maturidade de se sentar com a pessoa que partilha a nossa vida e falar a verdade. Respeitar um compromisso. Terminar um compromisso antes de iniciar outro. Todos nós podemos deixar de gostar de uma pessoa, é legítimo, mas porque não enfrentar e ser honesto? respeitar o fato de existir um bebé de meses. Porque tem de ser a mulher a ficar e a sofrer com um filho pequeno, quando o projeto foi dos 2? estará ele a divertir-se com outra pessoa, a passar dias leves enquanto a Filipa fica a cuidar do filho de ambos, carregando a incerteza nos ombros? Filipa não consegue trabalhar...nem dormir...nem comer...e o seu companheiro disse que ia trabalhar fora e no trabalho meteu férias...
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
Flutuo
Levas-me a alma meu amor
e quando por breves momentos te toco,
enlaças o meu ser, a tua voz ecoa em mim,
flutuo e pairo no ar
leve de te saber ai.
Quando um dia passa
e nada sei de ti,
perco-me na loucura de te procurar
em cada som, em cada brisa
e esperar que apareças
no crepúsculo do anoitecer.
Levas-me a alma meu amor
quando te apartas de mim
e segues estrada fora
o teu caminho e eu navego nas ondas do mar
livre por te sentir ai.
E quando um dia passa
e nada sei de ti,
perco-me na ansiedade de te esperar
em cada esquina, em cada lugar
e esperar que me aqueças
na noite longa e dura
que teima em regressar.
domingo, 1 de dezembro de 2013
O domingo de Maria
São 6h20, a Maria acordou. Olhou ainda tremula o telemóvel, focando o visor à procura da hora certa, sim, eram 6h20. Que dor de cabeça sentia, levantou-se e sentiu o frio a apoderar-se de si, cambaleou até à cozinha e tomou a custo dois comprimidos. Regressou à cama, ainda poderia descansar mais um pouco, assim que a dor de cabeça passasse. 8h20, olhou o telemóvel. Lá fora as crianças já andavam levantadas, os sons misturavam-se, a televisão acesa, uma das suas filhas cantava alto, os outros dois conversavam e disputavam entre si o canal que queriam ver. Maria conseguia ouvir o zapping, a passagem de canal em canal, conseguia ouvir a discussão e a canção que ecoava no ar. Tentou levantar-se mas a dor de cabeça ainda a atormentava, passo lento e tremulo conseguiu ir à casa de banho, depois foi espreitar as crianças. Eram 9h40, pediu para não cantarem, por favor, porque estava com dor de cabeça, pediu para baixar um pouco o volume da televisão e voltou para a cama. Ninguém lhe levou um chá e uma torrada para acomodar o estômago já cheio de analgésico. Que enxaqueca avassaladora, com direito a tontura e a vómitos, deixou-se ficar quieta debaixo dos lençóis na sua cama agora gelada.
Caiam mensagens no telemóvel, mensagens que queria responder dando respostas mais elaboradas, mas simplesmente não conseguia, queria ser capaz de se levantar e ir aproveitar o sol que fazia lá fora, mas não estava a conseguir, a dor de cabeça não a deixava. Agora outro problema se levantava, o almoço, Maria não descongelou nada para o almoço, também não tinha vontade de fazer nada. A semana foi intensa, muito trabalho, muitas preocupações, muito para fazer. Também não tinha ninguém que a substituísse nessa tarefa. Eram 11h35, levantou-se por fim. As crianças ainda não tinham parado de fazer barulho, barulho que hoje ecoava na sua cabeça. Tinha vómitos e a dor de cabeça não a deixava. Tentou combinar como se ia fazer para o almoço, e a opção trazer comer do pronto a comer pareceu a melhor. Entretanto tomou mais dois comprimidos, tomou banho e vestiu-se. Estendeu-se em cima da cama enquanto os filhos se despachavam, mas adormeceu uma hora. Já eram 14h e Maria decidiu sair e ir ao Mac Donald's com as crianças, era algo que as faria feliz e resolveria o seu problema do almoço. Se lhe perguntassem se o queria ela responderia que não, neste domingo queria apenas poder ficar deitada, sem luz, sem barulho, sem ser responsável por ninguém, porque a enxaqueca estava a dar cabo dela.
Foram almoçar. A filha lembrou que Maria teria de a levar a casa de uma amiga para fazer um trabalho de grupo e à pressa todos se aprontaram a ir. Regressada a casa, conseguiu descansar por breves momentos, interrompidos, sempre interrompidos por barulho, por barulhos...e era hora de ir buscar a filha, traze-la a casa para que se vestisse novamente e levar, as duas filhas, a um supermercado da zona para colaborarem na recolha de alimentos do Banco Alimentar, mais uma atividade dos escuteiros. Esperou por elas. Voltaram para casa. A cabeça da Maria tinha dado tréguas e conseguiu dedicar-se ao jantar. A Maria agora deve estar à espera que os filhos adormeçam, a dor de cabeça voltou...
Existo
Apenas quando me olhas
eu sei que existo.
Apenas quando me tocas
eu sinto bater o coração.
E se desvias o teu olhar
para me ver...
E se páras um segundo
para me ligar
E se falas de mim
em algum lugar
E se ocupas as folhas
com palavras bonitas
E se essas palavras
têm o meu nome
Então eu sei que existo
e o mundo inteiro é pequeno
para sentir o pulsar
do meu coração.
eu sei que existo.
Apenas quando me tocas
eu sinto bater o coração.
E se desvias o teu olhar
para me ver...
E se páras um segundo
para me ligar
E se falas de mim
em algum lugar
E se ocupas as folhas
com palavras bonitas
E se essas palavras
têm o meu nome
Então eu sei que existo
e o mundo inteiro é pequeno
para sentir o pulsar
do meu coração.
sábado, 23 de novembro de 2013
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