Não queiras saber de mim
Esta noite não estou cá
Quando a tristeza bate
Pior do que eu não há
Fico fora de combate
Como se chegasse ao fim
Fico abaixo do tapete
Afundado no serrim
Não queiras saber de mim
Porque eu estou que não me entendo
Dança tu que eu fico assim
Hoje não me recomendo
Mas tu pões esse vestido
E voas até ao topo
E fumas do meu cigarro
E bebes do meu copo
Mas nem isso faz sentido
Só agrava o meu estado
Quanto mais brilha a tua luz
Mais eu fico apagado
Dança tu que eu fico assim
Porque eu estou que não me entendo
Não queiras saber de mim
Hoje não me recomendo
Amanhã eu sei já passa
Mas agora estou assim
Hoje perdi toda a graça
Não queiras saber de mim
terça-feira, 12 de outubro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
Me gustas cuando callas - Pablo Neruda
Me gustas cuando callas porque estás como ausente,
y me oyes desde lejos,
y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto
y me oyes desde lejos,
y mi voz no te toca.
Parece que los ojos se te hubieran volado
y parece que un beso te cerrara la boca.
Como todas las cosas están llenas de mi alma
emerges de las cosas, llena del alma mía.
Mariposa de sueño, te pareces a mi alma,
y te pareces a la palabra melancolía.
Me gustas cuando callas y estás como distante.
Y estás como quejándote, mariposa en arrullo.
Y me oyes desde lejos, y mi voz no te alcanza:
Déjame que me calle con el silencio tuyo.
Déjame que te hable también con tu silencio
claro como una lámpara, simple como un anillo.
Eres como la noche, callada y constelada.
Tu silencio es de estrella, tan lejano y sencillo.
Me gustas cuando callas porque estás como ausente.
Distante y dolorosa como si hubieras muerto.
Una palabra entonces, una sonrisa bastan.
Y estoy alegre, alegre de que no sea cierto
domingo, 1 de agosto de 2010
Até logo...Equipa de Intervenção Precoce de Montemor-o-Novo

Perante esta vossa mensagem para mim, pouco mais haverá a dizer. Desenhar sem borracha, poucos o conseguem fazer, viver sem poder apagar os momentos menos bons é uma aventura. Nestes momentos haveria muito a dizer, mas o pouco que dizemos pode significar muito mais. OBRIGADA, a todos os que acharam importante, fazer um desvio da sua vida para me dedicarem alguma atenção e alguns mimos. Um bem haja para todos. A todos os que, no Alentejo, me trataram bem, me respeitaram pessoal e profissionalmente e que tornaram o meu caminho muito mais fácil de caminhar, um beijo grande e votos de eterna felicidade.
"...os vencidos não são os que perdem mas os que não se arriscam sequer a perder..." (obrigada Filomena). "Deve ser o destino a dizer para não ires!"... (obrigada Ana Nascimento). "Uma amiga para a vida!"...(obrigada Ana Catrapona). Obrigada Susana Gonçalves.
Até logo...
sábado, 3 de julho de 2010
ENCONTRO DE DANÇAS - ALL TOGETHER IN HAPPINESS
Dia 2 de Julho de 2010 foi uma noite fantástica. Começamos por vos relatar o alinhamento de uma noite memorável dedicada à dança.
Com 1 hora de atraso, (que não de deveu à pontualidade dos grupos e individualidades convidadas), tempo em que aguardamos a chegada do público ao Pavilhão da EB 2, 3 de Montemor-o-Novo, deu-se início ao desfile de grupos e individualidades que nos presentearam com a sua arte. As boas vindas foram dadas pela Musiclass Senior Band que se destacou pela qualidade dos músicos que se apresentaram ao vivo e cedo entusiasmaram os presentes. A Academia inaugurou dia 1 de Julho de 2010 as suas novas instalações, proporcionando-nos um espaço de bom gosto onde todos terão a oportunidade de ter aulas de música, instrumento, canto e dança.
A belissima apresentadora do evento, Ana Catrapona, jovem educadora de infância de Vendas Novas, guiou os presentes numa viagem de paixão pela dança, apresentando o artistas em palco. Ressalvamos que todas as biografias lidas foram da responsabilidade dos grupos em cartaz, que enviaram à organização do evento os seus textos.
A acompanhar a 2ª prestação da Musiclass Senior Band esteve o Ivan (Nyga) Dancer, com um solo. Nyga tem 26 anos, começou a dançar em 2003 no RH2, grupo de dança de Pegões. Foi aí que começou a crescer a sua paixão pela dança. De 2004 a 2006 fez parte do grupo de Dança “Os Descendentes” de Vendas Novas. A partir dessa data tem vindo a apostar na sua formação de bailarino, passou pela Academia de dança Revolution-Lisboa e foi aluno do Nelson (4 Real) Lucas, Formou-se como instrutor de Hip Hop e Ragga pelo College Diego Sacco, em 2006; Bailarino Profissional de Hip Hop New school, Poping, Locking e breakdance pelo CFB – Curso de Formação de bailarinos da R-evolution e Angels of Dance, no âmbito do qual foi bailarino do musical “Momentum” em cena no Tivoli em 2008. Foi aluno do Miguel Chinês e da Diana Matos, Do Bruno Sky Fly, Da Silvia Platz, do Kikko, do Nelson (4 Real) Lucas, entre outros. Encontra-se a terminar o Curso de Formação de bailarinos II, tendo tido formação em dança contemporânea, ballet clássico, lyricall jazz, breakdance, danças de salão, hip hop new school, locking, popping e teatro físico, nesse âmbito tem sido aluno do Nelson (4Real) Lucas, Kikko, Silvia Platz, Anabela Afonso, B-Boy Vermelho, Ana Alberto, Marco ABS, Pedro Diogo , entre outros. O Ivan tem abraçado inúmeros projectos, de várias áreas, promovendo a dança como área transversal. É instrutor de Hip Hop em várias localidades do Concelho de Montemor, tem coreografado musicais nas localidades em que exerce a sua actividade, tem alunos a partir dos 2 anos e é o instrutor principal do Projecto Hip Hop Dance Class, no âmbito do qual tem organizado workshops, convívios promovendo a dança como uma ocupação saudável de tempos livres onde se respeita a individualidade de cada artista.
sábado, 15 de maio de 2010
O Céu
Fecho os olhos e recordo o céu negro, estrelado, imensamente estrelado, que observava naquela casa onde vivi.
Porta para o céu, local onde tantas vezes pensei em t...udo, sózinha, com as estrelas por companhia, fiz tantos planos, construi tantos castelos de sonhos e simplesmente adormecia sentindo a brisa do mar que lá longe repousava também.
Saudades do mar. Tantas. Imensas saudades. Tantas. O som, o cheiro...de tanto me afastar mal consigo recordar o efeito absolutamente libertador que o mar exerce sobre mim. Acordar e ver o mar, imagem sublime. Um dia sei que vou terminar os meus dias numa casa de frente para o mar...Adormecer a ouvir a dança do mar, naquele vai e vem que entorpece. Viver com o odor do mar por companhia, experiência inesquecível.
Durante muito tempo imaginei o mar no horizonte, nos locais por onde andei depois. Agora vejo apenas uma linha de terra, fria, sem cheiro, som ou emoção.
Fecho os olhos uma vez mais e recordo o céu estrelado, imensamente estrelado daquele local...
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Verdes Anos
Verdes anos em que tudo era novo, em que a brisa do mar soprava e os meus longos cabelos compridos sussurravam segredos. O sol queimava mesmo a minha pele e ouvia-se um delirio de prazer simplesmente por existir e viver o novo em cada dia.
Tempos onde o sonho comandava a minha vida em que acordar ao som de uma música especial, fazia-me especial. Ter alguém a ouvir-me ou à minha espera fazia-me sentir no mais alto dos cumes com a mais maravilhosa vista.
O meu pensamento voava livre, tinha toda uma vida à minha espera, todo um universo para conquistar, toda uma missão para cumprir.
Verdes anos em que um olhar era uma promessa. Um odor um sentimento. Uma voz um prazer. A lua era testemunha de conversas onde as palavras fluiam como frutos vermelhos doces intermináveis...
A vida seguia alucinante, dia após dia, noite após noite e o futuro era um presente construido pelo passado. Ser feliz era o plano.
Verdes anos...em que mergulhar no mar era o prazer supremo e ver um sorriso especial uma dádiva da vida.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
Respirar - Pablo de Neruda
Morre lentamente,quem não viaja,
quem não lê, quem não ouve música,
quem não encontra graça em si mesmo.
Morre lentamente,
quem destrói o seu amor-próprio,
quem não se deixa ajudar.
Morre lentamente ,
quem se transforma em escravo do hábito,
repetindo todos os dias os mesmos trajetos,
quem não muda de marca,
não se arrisca a vestir uma nova cor,
ou não conversa com quem não conhece.
Morre lentamente,
quem faz da televisão o seu guru.
Morre lentamente,
quem evita uma paixão,
quem prefere o negro sobre o branco
e os pontos sobre os "is"
em detrimento de um redemoinho de emoções,
justamente as que resgatam o brilho dos olhos,
sorrisos dos bocejos,
corações aos tropeços e sentimentos.
Morre lentamente,
quem não vira a mesa
quando está infeliz com o seu trabalho,
quem não arrisca o certo pelo incerto
para ir atrás de um sonho,
quem não se permite
pelo menos uma vez na vida
fugir dos conselhos sensatos.
Morre lentamente,
quem passa os dias
queixando-se da sua má sorte
ou da chuva incessante.
Morre lentamente,
quem abandona um projeto
antes de iniciá-lo,
não pergunta sobre um assunto que desconhece,
ou não responde
quando lhe indagam sobre algo que sabe.
Evitemos a morte em doses suaves,
recordando sempre que estar vivo
exige um esforço muito maior
que o simples facto de respirar.
Pablo Neruda
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