terça-feira, 23 de abril de 2013
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Amo-te...
Amo-te porque me vês por dentro e
Amo-te quando me sorris
Quando tocas o meu corpo e o fazes vibrar
Quando me ofereces flores
Quando me dedicas musicas lindas
Quando te preocupas comigo
Quando velas o meu sono
Quando somos pele com pele
Quando sonhamos juntos
Quando somos um
Quando pensas em mim
Quando vês passarinhos verdes
Quando complementas o que digo
Quando adivinhas o que penso
Quando durmo
Quando acordo
Quando me levas pela mão
Quando dizes o meu nome
Quando olhas nos meus olhos
Quando enqueixas em mim
Quando me fazes sorrir
Quando me surpreendes com atenções
Amo-te por tudo isto e por outro tanto
Amo-te porque me amas
Sem me poderes amar.
sexta-feira, 12 de abril de 2013
O nosso amor é um mar imenso suave, lindo, azul, sereno. Somos ternura e aconchego, apego na noite fria e suor em tempo de paixão. Como o mar, nos vemos em onda gigante de prazer e logo de seguida em calma serena de onda sobre a areia quente. O teu toque acorda-me do torpor de nada sentir e a tua voz instiga em mim a vontade de ser tua. Olha-me bem fundo, sente-me em cada respirar e em cada segundo que penso em ti. Recolhe os pedaços que restam de mim e acolhe-os no teu leito, afaga-me os cabelos cansados e deixa-me adormecer no teu peito. Deixa-me beijar a tua face escondida pela vida e acolher-te nas minhas mãos.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Espaços vazios
Pela força do braço e das mãos trémulas fui construindo paredes que se transformaram em muros altos. De tão empenhada em afastar de mim todas as incertezas, duvidas, medos, angustias, fracassos, desilusões...os muros subiram e envolveram-me, deixando espaços por entre os quais, às vezes, os raios de luz me tocavam. Toque breve em que o calor do seus raios me impelia a derrubar um bocado da parede para que todo o sol me pudesse tocar. Mas o sol punha-se em cada dia e o raios de luz seguiam com ele, deixando-me só. Os dias sucediam-se intensos e breves, até que de mansinho, muito devagar, sem aviso, sem que o esperasse, os espaços do meu muro começaram a ser preenchidos de sol quente e cheio de luz e esses espaços por preencher dos muros construídos à pressa, começaram a ceder e a empurrar a parede que começara agora a desmoronar para deixar entrar todo o sol do universo. Os meus braços que fraquejam e as minhas mãos ainda mais trémulas podem agora descansar por algum tempo...
De onde vieste tu? *
" De onde vieste tu? dou por mim a sonhar contigo, efetivamente, não quando estou acordada, mas quando durmo. Acordo atordoada pela intensidade das imagens e das sensações. Nem fazias parte da minha vida, ou fazias por outras vias, ouvi histórias sobre ti com outras pessoas, essas sim fazem parte da minha vida. As tuas palavras começaram a chamar-me e o teu sorriso começou a sorrir para mim. Passaste por mim como o vento passa, em breves rajadas, sempre breves. Comecei a escutar-te ao longe. Comecei a querer que me escutasses. E a tua voz começou a fazer parte da minha vida. Comecei a espreitar-te todos os dias e a sorrir quando me sentia espreitada também. Comecei a procurar nos teus passos algum que se orienta-se em direção aos meus. E bolas, sonhei contigo. Sonhei que nos encontrávamos por acaso e nesse dia decidimos fazer um monte de coisas juntos, e rimos, e brincámos, e andamos por ai de carro, depois na praia, depois a pé no areal até longe, muito longe. Senti o sol na minha pele e a nossa conversa fluia como se sempre nos tivessemos conhecido, ou na ânsia de nos conhecermos melhor. Voltamos para trás e no regresso já vinhamos abraçados, de mão dada, apenas isso. Lembro-me que rimos muito. O sol pôs-se e iamos cada um para o seu lado, ainda houve um convite para jantar e uma resposta de "porque não". Levaste-me para uma casa, não me recordo onde e disseste que ias tomar banho. Esperei por ti numa sala, onde a lareira estava acesa. E fechei os olhos por breves momentos. Quando os abri tu estavas nu à minha frente, de mão estendida à procura da minha. Lembro-me de ter mordido o meu lábio, de ter corado, de toda eu ter corado, mas "porque não?" e estendi a minha mão em direção à tua. Caramba o meu sonho foi mesmo quente. De onde vieste tu, para apareceres assim no meu sonho? " in, Pedaços de Mim, AM
sábado, 9 de março de 2013
Hoje tudo me dói.
Hoje tudo me dói. Há dias assim...recordo um tema que um querido amigo escreveu para o Festival da Canção, uma canção lindissima que ganhou e que foi representar Portugal na Eurovisão. Sim, há dias assim e hoje tudo me dói. Dói-me alma, o corpo, a voz, os sonhos, as lembranças. Doiem-me coisas que tento anestesiar, sentimentos que tento desvalorizar e aceitar com serenidade...aceitar com serenidade. Dói-me estar só, sempre só, infinitamente só. Dói-me não ser a preferida, a escolhida, a adorada. Dói-me entender, não ser entendida, dói-me a vida, dói-me a morte, dói-me a solidão, dói-me respirar. Dói-me ser ultrapassada pelo dinheiro, pelo tempo, por tudo e ficar sempre para trás. Dói-me ser ignorada, não ser amada, verdadeiramente amada, dói-me não ser nada e estar aqui parada, sempre à espera, sempre à espera, sempre à espera de nada. Doiem-me as lágrimas que caiem do meu rosto e me transformam em mar, doiem-me a palavras que calo, as palavras que saiem. Hoje tudo me dói...e mesmo assim estou aqui, sempre aqui, insistentemente aqui...só.
terça-feira, 5 de março de 2013
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